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Sob o Céu Lilium de Florença. 
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Data de registro: Dom Nov 16, 2008 4:53 pm
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 Sob o Céu Lilium de Florença.
Tema: Mistério, drama... depende da parte.
(todos os personagens são inventados.)
Resumo: Annabella Palaci acorda em um lugar inteiramente inesperado, sem muitas lembranças. Até que alguns seres pouco conhecidos começam a aparecer e ela deve, de alguma maneira, sair viva de lá, quem sabe com ajuda de uma flor misteriosa.
Nota¹: Esta história é totalmente fictícia, mas é contada em um lugar real, Florença que fica na Itália.
Nota²: Será dividido em partes, mas, sinceramente, não estou dando certeza de que criarei todas as partes até um final concreto. Posso desistir.
Nota³: Não revisei erros ortográficos, desculpem.

• Parte I - Catedral.

O céu de Florença estava derretendo em crepúsculo e começava a deixar rabiscar os últimos raios nas portas de bronze da Basílica di Santa Maria Del Fiore. Annabella Palaci estava tentando compreender, primeiramente, como havia simplesmente acordado ali, sem vestígio algum de memória, mas acabou se distraindo com a arte gótica e a riqueza do lugar que ela só vislumbrara, extasiada, nos livros.
Olhou no interior da cúpula, com a representação do Juízo Final não podendo ser de forma mais esplêndida como era. Caminhou pelas naves, passando pelos arcos e colunas monumentais. Olhava tudo, curiosa.
Mas ao caminhar contemplando as decorações austeras, sentiu ela que o sol começava a desvanescer lá fora e a escuridão na catedral, fechada sem motivo aparente, tornava-se enlaçadora. Sentou-se esquecendo o lugar por um momento e tentando imaginar se já lera algo sobrenatural que parecesse com tudo isso. Apenas algumas luzes fracas chegavam ao seu rosto pálido. Fechou os olhos e apertou-os com os dedos percebendo o quão fraca se sentia. Um minuto inteiro se passou e o silêncio conseguiu ser quebrado.
– Annabella. – Disse uma voz masculina melodiosa. Annabella estremeceu, havia então mais alguém ali? Abriu os olhos e viu um olhar azul-celeste encarando-a tão próximo, que os contornos do rosto eram facilmente perceptíveis.
– Q-quem é você? – Perguntou Annabella com a voz subitamente fraca.
– Tome cuidado. A noite trás mais seres do que sombras. – Ele disse, e um segundo depois se fora, sem que ela pudesse o ter visto algo melhor além dos olhos facinantes. Deixara um lírio branco ao seu lado que reluzia de forma incomum.
Annabella estava agora assustada, teria sido imaginação sua? Por que não lembrava de nada além do seu nome e dos livros que já lera? E aquele homem... Sabia seu nome e os olhos dele eram-lhe extremamente familiares... Mas agora não tinha nada a fazer senão tentar sair dali. Esqueceu todos os tesouros históricos do lugar onde estava e começou a pensar. Primeiro, é claro, andou até as portas de bronze da catedral, sem sucesso, estavam trancadas e eram pesadas o suficiente para poder competir com elas.
Ouviu um uivo do lado de fora da igreja, sentiu-se tonta. O lírio reluzia agora com menor intensidade. Definitivamente, tinha que haver um jeito. Primeiro localizou-se. Estava em Florença, longe o suficiente de Roma, sua cidade natal, dentro de um dos mais facinantes locais que ja vira. Era noite e estava sozinha. Não lembrava de nada, o mais terrível. Em meio a esses pensamentos o desespero começou a criar forma.
Voltou ao lugar onde havia aparecido, ou tentou, já que o escuro agora era completo, sentiu um vulto passar rapidamente em círculos, numa velocidade incomum. Estava deixando-a tonta e exalava um cheiro tão doce de si que se sentiu envolvida e tonta, numa irrealidade intensa.
– Sabia que estaria aqui. – Disse uma voz, diferente da primeira, mais bruta, um pouco rouca. – Não resiste a mim não é, Anna? – Ao dizer isso, ela se lembrou. Lembrou do ser que a atraíra para a noite e na madrugada quase a matara com seus dentes incansavelmente retirando parcial vida dela. Seus olhos encheram-se de pavor.
– Bebedor de sangue. – Disse ela, tentando impor desprezo em sua voz. Ainda um pouco embriagada com aquela presença.
– Então realmente lembra agora, mas não sabe como veio parar aqui, no lugar de seus sonhos. – Ele sorriu, deixando a mostra as presas. Ela continuou calada, procurando sem sucesso o primeiro homem que a alertara da noite, dos seres. Tentou seguir lentamente, acreditando que seus passos não seriam ouvidos, mas ele sentia o cheiro.
– Não acabei com você ainda. – Sua voz agora era macabra. Correu cega para onde pudesse existir caminho, contudo em vão, ele a agarrou imobilizando-a totalmente. A Basílica não parecia agora o melhor lugar para se estar. Annabella sentiu as presas de Vernon Rossenitti no seu pescoço novamente e desmaiou sob a presença gótica da criatura, ainda segurando um lírio branco na mão.

//Fim da 1ª parte.

• Parte II - Heresia.

Heresia! Não! Não era isso...
Acordou. Annabella estava em uma sala escura, não sabia se era manhã ou noite. "Você foge, você foge, mas será encontrada..." Foram essas as últimas palavras que ouvira entre seus delírios, enquanto despertava e apagava por segundos. Seria um sonho? Uma dor forte atingiu-lhe a cabeça. Tentou levar a mão até a testa, mas percebeu que estava presa. Vernon Rossenitti. O vampiro que a havia mordido. O medo subitamente voltou. Ouviu uma voz, mas não era Vernon...
– Annabella, Bellanna... – A voz melodiosa cantava, Anna abriu mais ainda os olhos, só faltava agora eu acreditar que os seres humanos conseguem poderes impossíveis, como ver no escuro, em momentos extremos... Pensou.
– A sorte te abandona... – Continuou cantando. Annabella estava parada, num instinto de sobrevivência, ouvia o cantarolar de aquela voz angelical acalmá-la, apesar da letra assustadora. Tentou falar, mas havia uma mordaça em sua boca. Finalmente, conseguiu ficar tão parada que o ser que cantarolava parou a voz. Tocou-a no pulso levemente. Tirou-lhe a mordaça. Annabella aspirou o ar com o desespero subindo a garganta.
– Calma, Anna. – Disse a voz.
– Quem é você...? – Perguntou uma segunda vez, a escuridão a amedrontava.
–Annabella, você reconhece esta foto? – Perguntou. “Foto? Mas se não posso ver nem a um polegar a minha frente...” Interrompendo seu pensamento, uma luz forte iluminou a parede. A foto era na verdade uma pintura, duas crianças de mãos dadas sob um céu azul e límpido, serenizado, com uma paisagem verde no fundo. A garota tinha nas mãos um lírio – a lembrança da Basílica veio à mente dela – na imagem, o garoto a olhava, quieto, enquanto ela foi paralisada tirando as pétalas do lírio branco.
Eles tinham 12 anos. Annabella se lembrou.

“Vamos por aqui, Anna! Não vão nos obrigar a ver a missa hoje.” – O garoto puxava a menina que era quase arrastada. “Não! Isso é heresia!”– exclamava Annabella, a ser-santa, como lhe chamavam. Então ele parou, encostou as costas numa pedra que havia pelo jardim imenso, olhou ao redor, pensativo. “O que houve?”, Annabella perguntou. “Estamos perdidos”, ele disse. “Seu ******! Não se diz isso a uma garota, você tem que parecer confiante. E agora?”Indagou ela, assustada, ao que ele respondeu sorrindo: “Vamos aproveitar!” e segurou a mão dela com força, correndo ainda mais para dentro do jardim, que a essa altura já parecia uma floresta. Ela agora ia sem contestar, maravilhada com a paisagem ao seu redor. As folhas que delicadamente caiam e voavam aos arredores da mata, um céu azulado de manhã cedo, com o sol ainda por vir. Sentiu-o parar e se debruçar sobre alguma coisa, despertou o olhar para ele, que sorria, estendendo-lhe um lírio branco reluzente.”

– Eu me lembro... – Disse Anna, e, como uma ordem, as luzes mudaram para um vermelho escuro, a pintura, agora avermelhada, deixara de ser bela para torna-se melancólica.
– Annabella... – Agora a voz melodiosa tristemente falava – Não fique assustada, eu irei acompanhá-la. Pelos ventos mandarei as mensagens prometidas, as histórias e vidas de reis, sem que reis as tenham vividas. Se for embora algum dia, sinta no rosto a lembrança perdida, dessa brisa amanhecida, e o odor do lírio que sempre a pertencia... Mas agora, neste momento, vamos sentir o carpe diem, da ligação dos nossos pensamentos. E não. Não é heresia. Não podia ser heresia Anna, não é? Sair da igreja para um momento daqueles, não é?
– Esse poema... Foi o que você fez para mim naquele dia. – Ela se lembrava de olhos fechados o quanto havia se sentido culpada por ter achado o momento tão lindo.
– Annabella, eu já não faço poesia, o que eu faço é pintura, e depois faço com que a mesma tenha capacidade de mudar o sentimento da pessoa que a vê, quando mudo a cor que a predomina. Assim é com as nossas almas, e eu notei como se sentiu melancólica com nosso quadro refletido em vermelho. Eu pensei muito desde que me deixastes... Eu pensei muito... – Ele disse, e as luzes todas se apagaram. Mas agora Annabella predominou a sua tranqüilidade, pensando no quadro, esquecendo a confusão de tudo aquilo para concentrar-se em algum ponto cego do quadro refletido na sua mente.
Ouviu-se um estrondo perto de onde ela estava, e a nova voz berrava seca:

– Então era aqui que você estava, moça...

//Fim da 2º parte.


Qua Abr 01, 2009 7:29 pm
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Data de registro: Sáb Nov 15, 2008 2:16 pm
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Mensagem Re: Sob o Céu Lilium de Florença.
OMG! Uma fic nova *o* Simplesmente amei a sua idéia! Nem sei se foi isso mesmo o que eu entendi, já que é apenas o primeiro capítulo... mas eu achei fascinante <3 com vampiros e seres esquisitos 8D essa história promete!!


Qui Abr 02, 2009 5:34 pm
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Data de registro: Dom Nov 16, 2008 4:53 pm
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Mensagem Re: Sob o Céu Lilium de Florença.
Eu juro que vou continuar x_x. Mas ando meio sem tempo, e além do mais lendo as sequências viciantes de Crepúsculo. Mas eu vou continuar, sim!


Seg Abr 20, 2009 7:25 pm
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Data de registro: Qua Jan 07, 2009 7:03 pm
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Mensagem Re: Sob o Céu Lilium de Florença.
Realmente, muito bom. :3
Esperando uma continuação. ~<3


Ter Abr 21, 2009 5:49 pm
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Data de registro: Dom Nov 16, 2008 4:53 pm
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Mensagem Re: Sob o Céu Lilium de Florença.
Olha só... demorei um século 8D, mas fiz a continuação u_u(que será continuada algum dia), no começo meio sem vontade, mas acabei gostando de fazer x3. O desfecho que eu pretendo ter para essa história é muiiiita viagem 8D
adoro <3
[Só pra constar, eu estava, sim, ouvindo All Nightmare Long e Carpe Diem, baby, (Metallica) quando fiz essa segunda parte >XD]


Ter Set 01, 2009 10:13 pm
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Data de registro: Sáb Nov 15, 2008 2:16 pm
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Mensagem Re: Sob o Céu Lilium de Florença.
Uhhhh~~ Está ficando tenso o negócio >3 Estou adorando o clima da fic/conto/whatever! <3 Lindo, como sempre!


Qui Set 03, 2009 5:50 pm
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